Acervo
Ivan Serpa Nanquim sobre cartão OP 1971 100x70cm
Ivan Serpa Nanquim sobre cartão OP 1971 100x70cm
Ivan Serpa Guache e nanquim sobre cartão 1952 27x20cm
Ivan Serpa Guache e nanquim sobre cartão 1952 27x20cm
Ivan Serpa Colagem sob calor e pressão sobre cartão 1953 40x30cm
Ivan Serpa Colagem sob calor e pressão sobre cartão 1953 40x30cm
Ivan Serpa Colagem sob calor e pressão sobre cartão 1954 40x30cm
Ivan Serpa Colagem sob calor e pressão sobre cartão 1954 40x30cm
Biografia
Ivan Serpa
Rio de Janeiro, RJ, 1923 - 1973

A partir de 1946, estuda com o gravador Axel Leskoschek. Expõe pela primeira vez na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas-Artes, em 1947. Na década de 50, inicia suas primeiras experiências abstratas, aderindo formalmente à abstração geométrica em 1951. Participa da I Bienal de São Paulo, com obra já totalmente abstrato-geométrica, ocasião em que recebe o Prêmio Jovem Pintor Nacional. Em 1953, integra a I Exposição Nacional de Arte Abstrata, realizada em Petrópolis.

Com texto de Mário Pedrosa, publica em 1954 o livro Crescimento e criação, relatando suas atividades didáticas com crianças nos cursos de pintura que dirige no MAM-RJ desde 1952, e às quais se dedicaria por cerca de 25 anos. Cria, nesse mesmo ano, o Grupo Frente, permanecendo em sua liderança até a dissolução, em 1956. A primeira exposição do grupo, da qual participam, entre outros, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Franz Weissmann e Lygia Pape, ocorre ainda em 1954, no IBEU, no Rio de Janeiro.

Integra a I Exposição Nacional de Arte Concreta no Rio de Janeiro em 1957, ano em que é contemplado com o Prêmio Viagem ao Exterior do Salão Nacional de Arte Moderna. Permanece na Europa entre 1958 e 1959, despertando o interesse de Denise René por sua obra. De volta ao Brasil, participa da I Exposição de Arte Neoconcreta, no Rio de Janeiro, embora tenha permanecido alheio à cisão ocorrida entre os grupos paulista e carioca a partir do Manifesto Neoconcreto de 1959.

Seu trabalho dos anos 50 orienta-se pelos rígidos princípios do construtivismo, “revelando menos interesse pela cor que pelos ritmos espaciais” (Reynaldo Roels). A partir de 1960, inicia uma série de experimentações que vão do abstracionismo expressivo à figuração. Restaurador de papel na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, inspira-se, para suas experiências com grafismos — em particular nos anos 60 — no labor predador de insetos sobre documentos e livros.

A situação sociopolítica do país inspira, a partir de 1962, sua “Fase Negra”, de 1964, marcada por forte expressionismo e tensão. Em 1965, retorna ao abstracionismo geométrico, mais ligado agora às tendências op, com trabalhos que denotam igualmente um dado de sensualidade de formas, inexistente em sua fase concreta dos anos 50.

Participa das mostras Opinião 65, Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, estabelecendo diálogo com a nova geração de artistas emergentes na década de 60. Na tentativa de eliminar toda subjetividade da obra, produz algumas imagens reproduzidas serigraficamente por Dionísio Del Santo, além de alguns objetos tridimensionais. Realiza algumas obras a quatro mãos, especialmente com Antônio Manuel e Lygia Pape, no final dos anos 60 e início dos anos 70.

Participa da I (Prêmio Jovem Pintor Nacional), II (Prêmio MAM), III (Prêmio Moinho Santista), IV (Prêmio Aquisição), VI (Prêmio Aquisição), VII, VIII, XII (na sala especial “Arte construída”), XV, XVIII e XX Bienais de São Paulo. Expõe ainda nas Bienais de Veneza de 1952, 1954 e 1962; na I Bienal de Zurique, em 1960, quando é premiado; e em outras mostras nacionais e internacionais, como Projeto Construtivo Brasileiro na Arte (PE-SP / MAM-RJ, 1977), Tradição e Ruptura (FBSP, 1984), Modernidade: Art Brésilien du 20e Siècle (MAM-Paris, 1987 / MAM-SP, 1988) e Bienal Brasil Século XX (FBSP, 1994).

Cria, em 1970, no Rio de Janeiro, o Centro de Pesquisa de Arte, com Bruno Tausz. O MAM-RJ realiza mostras retrospectivas de sua obra em 1965, 1971 e 1974.

Exposições

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