Acervo
Maurício Nogueira Lima Reticulas Óleo e têmpera vinílica sobre madeira 1959 61x61cm
Maurício Nogueira Lima Reticulas Óleo e têmpera vinílica sobre madeira 1959 61x61cm
Maurício Nogueira Lima Nanquim sobre cartão 1951 23x30cm
Maurício Nogueira Lima Nanquim sobre cartão 1951 23x30cm
Maurício Nogueira Lima Guache sobre cartão 1951 35x25cm
Maurício Nogueira Lima Guache sobre cartão 1951 35x25cm
Biografia
Maurício Nogueira Lima
Recife, PE, 1930 - São Paulo, SP, 1999

Maurício Nogueira Lima foi pintor, artista visual, artista gráfico, arquiteto, desenhista e professor. Sua família mudou-se para São Paulo quando ele tinha apenas 2 anos de idade. Aos 17, foi morar em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), onde estudou Artes Plásticas no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Depois, retornou a São Paulo, onde cursou comunicação visual e desenho industrial no Instituto de Arte Contemporânea do MASP — período em que conheceu Alexandre Wollner, Antônio Maluf e o professor Leopoldo Haar —, estudou propaganda na Escola Superior de Propaganda do MASP e graduou-se em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Trabalhou no campo da comunicação visual, sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista em 1951. Dois anos depois, passou a integrar o Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro, participando com o grupo de diversas mostras de arte construtivista no Brasil e em países da Europa, como a exposição de Arte Concreta (Konkrete Kunst), organizada por Max Bill em Zurique.

Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna e expôs em diversos países, como Brasil, Argentina (Buenos Aires e Rosário), Chile (Santiago), Peru (Lima), Itália (Roma), França (Paris) e Inglaterra (Londres). Fez parte ainda do Salão de Outono (Paris). Suas obras estiveram presentes no Ministério da Educação e Cultura (Rio de Janeiro), nas Bienais de 1955 a 1967, na Exposição Nacional de Arte Concreta, na mostra Panorama da Arte Atual Brasileira e na exposição Tendências Construtivas, todas realizadas em São Paulo.

Em 1954, foi convidado para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, mas recusou o convite devido à negativa de participação de outros membros do Grupo Ruptura.

Atuou como projetista de feiras e exposições. Criou a logomarca e a programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil e executou as primeiras instalações no Salão do Automóvel para a Willys Overland e para Henry Ford.

Nogueira foi um artista-educador de múltiplas facetas, tanto como aluno quanto como docente. Lecionou em diversas instituições — Universidade Mackenzie, Fundação Armando Álvares Penteado, Faculdades de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, FAU/USP e Santos —, coordenou o Departamento de Desenho e Plástica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Tatuí e foi diretor do curso de Desenho e Plástica da FAAP. Na FAU/USP concluiu seu mestrado e doutorado em Estruturas Ambientais Urbanas.

Realizou importantes murais em espaços públicos e instituições paulistas, como no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e em uma das laterais do Elevado Costa e Silva (Minhocão).

Maurício Nogueira Lima iniciou sua produção na pintura figurativa. Ao longo da vida, transitou pela Pop Art, pelo construtivismo, pelo concretismo e, por fim, dedicou-se ao geometrismo, desenvolvendo composições abstradas geométricas e trabalhos que dialogavam com a iconografia de massas.

Mudou-se para Campinas em 1996, onde viveu até sua morte, três anos depois. Após seu falecimento, inúmeras exposições póstumas foram realizadas, consolidando sua importância na história da arte brasileira.

Exposições
27. mar 05. maio. 2025