Acervo

Biografia
Paulo Roberto Leal
Rio de Janeiro, RJ, 1946 - 1991
Paulo Roberto Leal foi artista plástico, artista gráfico e curador. Funcionário do Banco Central a partir de 1967, realizou seus primeiros trabalhos de programação visual em 1969, produzindo catálogos de exposições de artes plásticas no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, entrou em contato com o neoconcretista Osmar Dillon.
Na década de 1970, iniciou experimentações com materiais relacionados ao seu trabalho no Banco Central, como bobinas de papel. Ministrou um curso sobre criatividade com papel no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e recebeu prêmio na 11ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1971. No ano seguinte, integrou, ao lado de Franz Weissmann e Humberto Espíndola, a representação brasileira na 36ª Bienal de Veneza. Por ocasião da mostra O Gesto Criador, Olívio Tavares de Araújo realizou um filme sobre sua obra, em 1977. Atuou como curador do Museu de Valores do Banco Central até 1980.
Desde o início da década de 1970, Paulo Roberto Leal produz obras em que explora as possibilidades plásticas do papel. Utiliza papéis kraft de embrulho, ou outros mais nobres, para criar estruturas de repetição ou variedade de módulos. Nessas obras, destaca o caráter perecível e conceitual de sua proposta, que pode ser desfeita ou alterada a qualquer momento. Na série Armagens, apresenta papéis articulados, enrolados sinuosamente no interior de caixas acrílicas transparentes. Em seus trabalhos, mantém diálogo com a obra de Osmar Dillon, artista que trabalha com poemas visuais criados em caixas de acrílico, estabelecendo jogos entre palavras, formas e cores. Em séries como Desarmagens e Des-mov-em, evidencia seu questionamento dos limites da pintura.
Em 1974, passa a produzir as entretelas, recortes de tela unidos por costuras à máquina. Posteriormente, essas estruturas são pintadas e coladas sobre vários suportes, como na série Armaduras. Segundo o crítico Roberto Pontual, Leal busca no módulo e no múltiplo a base de seus trabalhos, mesclando elementos próprios da arte povera ao refinamento da arte cinética.
Também segundo Pontual, desde 1978 o artista demonstra uma vontade crescente de se aproximar da pintura, sem, contudo, alterar seu processo de trabalho. Nas séries Armaduras e Quasar (1980), destaca-se a importância da cor, utilizada para criar atmosferas e também de modo simbólico. Em produção posterior, Paulo Roberto Leal busca uma integração maior com o ambiente e a arquitetura do espaço expositivo, como na obra Regata (1985).
Exposições
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