Nada é tão atual hoje em dia como a produção artística contemporânea brasileira dos anos 60 e 70. Embalados pelos acordes das canções de protesto, os artistas daqui buscaram e criaram uma arte pop brasileira, a Nova Figuração.
O movimento incorporou e deglutiu tradições, como o construtivismo, a arte popular e o expressionismo (além de televisão, cinema, jornalismo, poesia concreta…), e deu uma nova cara à pintura brasileira, a partir de figuras e situações reconhecíveis, uma nova narrativa e uma mistura bem sucedida de observação e imaginação do artista. Por meio de obras de Antonio Henrique Amaral, Décio Noviello, Glauco Rodrigues, Inácio Rodrigues, Irmgard Longman, Judith Lauand, Maurício Nogueira Lima, Nelson Leirner, Rubens Gerchman, Teresa Nazar, Tomoshigue Kusuno, Victor Gerhardt e Zélio Alves Pinto, “Pops e Rebeldes” passeia por esse Brasil atento, nervoso, solidário, questionador, inconformado e distópico, forjado no embate com questões sociais e políticas.
A arte produzida neste país é disruptiva e terreno de resistência. Ela protesta contra a censura, a repressão e a violência e afirma em seu vocabulário de imagens que amor, prazer, política e arte são revolucionários e estarão sempre aqui.
Curadoria: Celso Fioravante