Acervo
Amílcar de Castro Escultura em Ferro Dec 50 33x50x32cm
Amílcar de Castro Escultura em Ferro Dec 50 33x50x32cm
Amílcar de Castro Escultura de Mesa em Ferro Dec 70 27x17x17cm
Amílcar de Castro Escultura de Mesa em Ferro Dec 70 27x17x17cm
Biografia
Amílcar de Castro
Paraisópolis, MG, 1920 - Belo Horizonte, MG, 2002

Amilcar de Castro (Paraisópolis, 8 de junho de 1920 — Belo Horizonte, 21 de novembro de 2002) foi um escultor, artista plástico e designer gráfico brasileiro. Introduziu a reforma gráfica do Jornal do Brasil nos anos 1950, que revolucionou a diagramação e o design de jornais como um todo no Brasil.

Estabeleceu-se em Belo Horizonte em 1934 e formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1945, onde conheceu Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino.

Entre 1944 e 1950 frequentou a Escola Guignard, onde estudou desenho com Alberto da Veiga Guignard e escultura figurativa com Franz Weissmann. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1953, iniciando sua carreira como diagramador nas revistas Manchete e A Cigarra. Participou do Grupo Neoconcreto no Rio de Janeiro (1959–1961) e elaborou a reforma gráfica do Jornal do Brasil (1957–1959). Durante a década de 1960 realizou a diagramação dos jornais Correio da Manhã, Última Hora, Estado de Minas, Jornal da Tarde e A Província do Pará, entre outros, além de ter trabalhado como diagramador de livros na Editora Vozes.

Após receber uma bolsa da Fundação Guggenheim e o Prêmio Viagem ao Exterior no XV Salão Nacional de Arte Moderna, em 1967, viajou para os Estados Unidos, fixando-se em Nova Jérsei. Em 1971 retornou a Belo Horizonte, dedicando-se a atividades artísticas e educacionais. Dirigiu a Fundação Escola Guignard (1974–1977), onde ensinou expressão bidimensional e tridimensional. Foi professor de composição e escultura na Escola de Belas Artes da UFMG (1979–1990) e de escultura na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) em 1979.

Em 2005, a 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, escolheu-o como o grande homenageado do evento, a partir da indicação do curador-geral, Paulo Sergio Duarte. Coube ao curador-assistente da Bienal, José Francisco Alves, a curadoria das cinco exposições dedicadas ao artista, realizadas em diversos locais e instituições de Porto Alegre. Constituiu-se assim a maior e mais completa exibição de trabalhos de Amilcar de Castro já realizada, reunindo obras provenientes de coleções de vinte e oito cidades de cinco estados brasileiros.

Um dos destaques dessa Bienal do Mercosul foi a pesquisa e a apresentação, pela primeira vez, da ampla produção de Amilcar de Castro nas artes gráficas — como paginador e ilustrador — da década de 1950 ao início do século XXI. Foram expostos originais e fac-símiles de jornais, livros, revistas, cartazes e outras peças gráficas, incluindo trabalhos produzidos para a revista Manchete (1956–1957), para o Jornal do Brasil (1957–1961) e para o Jornal de Resenhas da Folha de S. Paulo (1999–2003).

No dia 6 de dezembro de 2000, recebeu a Medalha de Honra da UFMG.

Exposições

No posts were found for provided query parameters.