Curators
Celso Fioravante
31. mar 06. maio. 2022

Anos 60 e 70 – Cenários em Movimento

Alberto Teixeira, Arnaldo Ferrari, Boris Kossoy, Décio Noviello, Gisela Eichbaum, Hermelindo Fiaminghi, Ivan Serpa, Jacques Douchez, João José, Joaquim Tenreiro, Judith Lauand, Kazmer Fejer, Maurício Nogueira Lima, Nicolas Vlavianos, Niobe Xandó, Paulo Roberto Leal, Rubem Valentim, Teresa Nazar, Ubi Bava, Victor Gerhard, Wanda Pimentel e Yutaka Toyota.

As décadas de 60 e 70, pano de fundo da exposição apresentada agora na Galeria Berenice Arvani, foram atravessadas no Brasil e no mundo por grandes transformações sociais, políticas, econômicas, tecnológicas e culturais. E as artes plásticas não ficaram de fora desse cenário mutante.

Enquanto o homem dava seus primeiros passos em direção à Lua, Caetano Veloso cantava “É Proibido Proibir” e a guerra ainda era fria, os artistas brasileiros buscavam explorar novos territórios.

Influenciados por um planeta cada dia mais em ebulição, pintores buscaram alternativas para seus pincéis; escultores e gravadores fizeram o mesmo com seus cinzéis. Suas novas armas eram tesouras, martelos, agulhas, espátulas… Pregos, resinas, aço laminado, linhas, tecidos, acrílico, tachinhas, espelhos e plástico se tornaram a nova munição… Colagens, tapeçarias, assemblages, fotografias e silkscreen foram algumas das táticas usadas na criação de um novo imaginário artístico.

Com as conquistas propostas do Concretismo e do Neoconcretismo já consolidadas, os artistas brasileiros perceberam que tinham um plano, mas que o espaço era redondo e trataram então de conquistá-lo.

Celso Fioravante