Curators
Celso Fioravante
25. mar 25. abr. 2014

Décio Noviello – Pop e Barroco

A Galeria Berenice Arvani inaugura no dia 25 de março, terça-feira, às 19h30, a mostra individual Décio Noviello Pop e Barroco, com cerca de 50 pinturas e serigrafias do artista plástico mineiro Décio Noviello (São Gonçalo do Sapucaí, 1929), algumas realizadas nos anos 60 e outras após o ano 2000, quando o artista retomou profissionalmente a produção pictórica — que praticou diletantemente nos anos 70, 80 e 90. Nessas três décadas, Noviello atuou com intensidade ímpar em projetos teatrais, carnavalescos e acadêmicos (foi professor de estilismo na UFMG durante 20 anos).

Noviello pinta desde os 12 anos de idade, mas foi em 1970, com sua participação na seminal exposição “Do Corpo à Terra” (curadoria de Frederico Morais), onde também expuseram Cildo Meireles e Artur Barrio, por exemplo, que seu nome ganhou projeção nacional. A projeção, contudo, não tirou Noviello de Minas Gerais. Como ele mesmo disse: “Belo Horizonte ainda hoje é uma ilha e não faz parte do eixo Rio-São Paulo”.

Para o curador da mostra, Celso Fioravante, “optar pela reunião de pinturas e serigrafias nesta mostra significa apresentar duas técnicas indissociáveis da produção do artista, onde uma não vive sem a outra”.

Apesar de um currículo invejável — que inclui participações em quatro Bienais de São Paulo (1969, 1971, 1973 e 1975), três edições do Panorama do MAM-SP (1970, 1971 e 1977) e as duas edições da histórica Bienal da Bahia — Noviello ainda é, aos 85 anos de idade, uma novidade para os brasileiros. Por isso, a Galeria Berenice Arvani mais uma vez cumpre seu papel de resgatar nomes históricos e indeléveis da arte brasileira ao realizar a primeira exposição individual do artista em São Paulo.

Do pop à cenografia e figurino.
Artista plástico e militar, Décio Noviello explorou artefatos incomuns ao universo artístico da época, como sinalizadores de fumaça. Esse gesto de ampliação da técnica da pintura — hoje nomeado “pintura expandida” — foi realizado em abril de 1970, durante a manifestação que inaugurou o Palácio das Artes, “Do Corpo à Terra”, organizada por Frederico Morais e um grupo de vanguarda. Além de explorar a pintura, principalmente em linguagem pop, e sua reprodução pela serigrafia, Décio atuou como figurinista e cenógrafo em desfiles de Carnaval e em peças teatrais.

Curadoria: Celso Fioravante