Acervo
Rubem Valentim Relevo Emblema Acrílica sobre madeira 1979 50x70x4cm
Rubem Valentim Relevo Emblema Acrílica sobre madeira 1979 50x70x4cm
Rubem Valentim Desenho Emblemático Acrílica sobre cartão 1988 75x55cm
Rubem Valentim Desenho Emblemático Acrílica sobre cartão 1988 75x55cm
Rubem Valentim Estudo 03 Estudo sobre papel quadriculado 100x70cm
Rubem Valentim Estudo 03 Estudo sobre papel quadriculado 100x70cm
Biografia
Rubem Valentim
Salvador, BA, 1922 - São Paulo, SP, 1991

Pintor autodidata, embora dentista por formação, decide-se pela carreira artística em 1948, incentivado por Aldo Bonadei, a quem conhece nesse ano. Inicia então sua participação no movimento renovador das artes plásticas em Salvador, liderado pela revista Caderno da Bahia, ao lado de Mário Cravo Jr., Jenner Augusto e outros. Seu primeiro contato com a arte contemporânea ocorre na Exposição de Artistas Nacionais e Estrangeiros, organizada por Marques Rebelo na Biblioteca Pública de Salvador. Sua primeira fase é marcadamente figurativa.

Começa a expor no Salão Baiano de Belas-Artes de 1949. No ano seguinte, integra com Mário Cravo Jr., Jenner Augusto e Lygia Sampaio a mostra Novos Artistas Baianos, no Instituto Geográfico e Histórico. Jornalista desde 1953, passa a publicar crônicas sobre arte na imprensa. Realiza suas primeiras individuais em 1954, no Palácio Rio Branco e na Galeria Oxumaré.

Data de 1955 seu interesse pela arte negra, com a assimilação dos signos-símbolos do candomblé, que se tornam fundamentais em sua obra a partir de então. Em 1957, muda-se para o Rio de Janeiro, iniciando uma fase de grande simplificação formal e cromática, com supressão de qualquer conteúdo narrativo. Em 1958 torna-se professor-assistente de Carlos Cavalcanti na cadeira de História da Arte do Instituto de Belas-Artes.

Sua individual na Galeria Relevo (Rio de Janeiro), em 1962, recebe o prêmio da ABCA como melhor exposição do ano. Participa da XXXI Bienal de Veneza e é agraciado com o Prêmio Viagem ao Exterior no XI Salão de Arte Moderna. Viaja para a Europa em 1963, residindo inicialmente em Bristol. Em 1964 fixa-se em Roma, onde expõe individualmente na Casa do Brasil. Nesse período, visita museus de antropologia e arte negra, e sua pintura retorna aos signos e símbolos estruturados segundo rígidos princípios compositivos. Passa a substituir o óleo pela têmpera a ovo.

Retorna ao Brasil em 1966, após participar do Festival Mundial de Artes Negras, em Dacar, Senegal. Em 1967, é convidado a ensinar pintura no Instituto Central de Arte da Universidade de Brasília, onde se radica. Em 1969, integra com Waldemar Cordeiro a representação brasileira na I Bienal Internacional de Arte Construtiva, em Nuremberg, Alemanha.

Em 1972, realiza um mural de mármore de 120 m² — sua primeira obra pública — para o edifício-sede da Novacap, em Brasília. Em 1977, participa da mostra Projeto Construtivo Brasileiro na Arte (PE-SP / MAM-RJ). Integra também as exposições Tradição e Ruptura (FBSP, 1985); Modernité: Art Brésilien du 20e Siècle (MAM-Paris, 1987 / MAM-SP, 1988); A Mão Afro-Brasileira (MAM-SP, 1988) e Bienal Brasil Século XX (FBSP, 1994).

Sua primeira retrospectiva ocorre em 1994, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Participa ainda das III, V, VI, VII, IX (Prêmio Aquisição), X, XII (sala especial “Arte Construída”), XIV e XXI edições da Bienal de São Paulo.

Exposições